NOTA: Precariedades do presídio Ênio Pinheiro é alarmante

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A penúltima fuga foi registrada no mês de Fevereiro de 2019, 14 presos lograram êxito. A última fuga registra foi no dia 31 de Março de 2019, pelo menos 28 detentos fugiram do presídio. Conforme apurado, não havia policiais nas guaritas externas de segurança, também não tinha policiais fazendo a ronda externa dos presídios.

Não é nenhuma novidade que o presídio Ênio Pinheiro têm estruturas caóticas e um risco à toda sociedade, também é de conhecimento de todos os órgãos responsáveis pelo Sistema Penitenciário de Rondônia a situação em que o presídio Ênio Pinheiro se encontra.

O Singeperon já havia notificado os órgãos competentes responsáveis sobre o caos e abandono do presídio, inclusive com toda sua estrutura comprometida, o Sindicato encaminhou ofícios relatando e pedindo providências do Ministério Público, Sejus e solicitou vistoria do Corpo de Bombeiros. O Singeperon também havia pedido a interdição total do presídio.

O Singeperon protocolou um ofício no dia 03 de Janeiro de 2019, junto ao comandante geral do BM, solicitando com urgência e avaliação e interdição.

Confira na íntegra o ofício

Veja abaixo a matéria sobre a vistoria que o Singeperon havia solicitado ao Corpo de Bombeiros.

Corpo Bombeiros faz vistoria em bases do Ênio Pinheiro a pedido do Singeperon

O Singeperon também cobrou diversas vezes quanto as guaritas externas de segurança sob a responsabilidade da Polícia Militar. O governo do Estado retirou esses policiais da guaritas de todos os presídios do Estado, desta forma, deixando fragilizada a segurança nos presídios.

Depois que foram retirados esses PMs das guaritas de segurança, as fugas estão sendo constantes em vários presídios do Estado.

O presídio foi construído na década de 80, é nítida e notória que é um estilo de prisões medievais, onde parece mais um depósito de pessoas, já está mais que comprovado que o prédio não tem condições físicas e estruturais para manter em pleno funcionamento.

Diante da omissão por parte dos órgãos responsáveis, quem padece são os próprios detentos e servidores que vivem em condições desumanas e degradante. No final, quem paga o preço é a toda sociedade.

Veja o vídeo onde a presidente do Singeperon solicita providências quanto ao abandono do presídio.