Fragilidade em presídios: PF e Agentes Penitenciários fazem operação para desarticular facção criminosa

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Nesta terça-feira (09), o Site G1/RO trouxe um tema sobre a fragilidade dos presídios de Rondônia, com isso, comprovando a necessidade de aparelhamento da SEJUS e melhoria de condições dos agentes penitenciários de Rondônia.

Conforme o G1/RO, a Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta terça-feira (9), uma operação para desarticular uma facção criminosa com forte atuação em Rondônia e Mato Grosso do Sul. Ao todo, 20 mandados de prisão preventiva e 20 de busca e apreensão são cumpridos em Porto Velho, Guajará-Mirim (RO), Vilhena (RO), Ji-Paraná (RO), Cacoal (RO), Dourados (MS) e Campo Grande (MS). A operação é chamada de Irmandade.

Segundo a PF, os integrantes da facção tinham amplo acesso a telefones celulares dentro de penitenciárias de Rondônia e mantinham contado direto com os comparsas que se encontram em liberdade, sobretudo com esposa e companheiras, para atuação no tráfico de drogas e armas.

Na ação desta terça-feira, que tem apoio da Gerência de Informação e Inteligência Penitenciária da Secretaria de Estado e Justiça (GEII/SEJUS/RO), o Grupo de Ações Penitenciárias (GAPE) e a PF cumprem mandados em presídios do estado, em busca de celulares e drogas.

Segundo a PF, durante as investigações foram apreendidas diversas armas de fogo e munições negociadas pelos investigados, as quais seriam utilizadas para furtos e roubos, sobretudo de veículos que seriam trocados por drogas, “bem como para atentados contra a vida de membros de facções rivais”.

Os investigados nesta operação vão responder por associação para o tráfico de drogas e organização criminosa e ficarão à disposição da Vara de Delitos de Tóxicos de Porto Velho, onde os mandados foram expedidos pela Justiça Federal.

O Singeperon por diversas vezes tem solicitado da SEJUS melhorias e condições de trabalho para os agentes penitenciários de Rondônia, tanto na infraestrutura das unidades como aumento de efetivo e condições dignas.

Citamos alguns exemplos como as guaritas externas de segurança, por diversas vezes o Sindicato cobrou um posicionamento da secretaria, mas até hoje não houve soluções, foram diversas apreensões de objetos ilícitos interceptados pelos servidores, devido às guaritas estarem desguarnecidas.

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Essas são apenas algumas das dezenas de ocorrências que ocorrem constantemente nas unidades prisionais de todo o Estado de Rondônia, sendo assim, os materiais ilícitos como: Drogas e celulares, são entregues aos detentos com facilidade, pois a fragilidade dos presídios Estaduais é muito grande, quem padece é a própria sociedade, tendo prejuízos e perdas irreparáveis, devido o Estado não investir no Sistema Penitenciário com políticas públicas que realmente venham solucionar o grave problema.

 

Fonte: Com informações G1/RO 

Edição: Assessoria-Singeperon