Agentes Penitenciários fazem paralização e visitas a presos são suspensas em Alagoas

Com o bloqueio da BR-104 por parentes de presos, Polícia Militar teve que ser acionada.

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Os agentes penitenciários de Alagoas paralisaram os serviços neste fim de semana para cobrar o pagamento de uma bolsa de R$ 505, que deixou de ser paga em outubro. Com isso, as visitas foram suspensas e os parentes dos presos fizeram protestos na manhã deste sábado (1) em Maceió e no interior.

Em Girau do Ponciano, onde fica o Presídio do Agreste, os dois lados da rodovia que dá acesso ao presídio foram bloqueados com galhos de árvores e pneus em chamas.

Na capital, foi bloqueado um trecho da rodovia BR-104, em frente ao Complexo Prisional de Maceió, no sentido Rio Largo. A Polícia Militar foi acionada e a pista, liberada.

Nos dois protestos os manifestantes cobravam o direito de visitar os parentes presos. A reportagem tenta contato com a Secretaria de Estado da Ressocialização e Inclusão Social (Seris), responsável pelos presídios no estado.

Por meio de nota enviada ao G1, a Secretaria de Planejamento, Gestão e Patrimônio de Alagoas (Seplag) explicou que está ciente da situação e que ajustes necessários estão sendo tomados para que o impasse seja resolvido o mais rápido possível.

O presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários de Alagoas (Sindapen), Kleyton Anderson, disse que os serviços que não são considerados essenciais permanecerão paralisados até domingo (2), e que eles voltam ao serviço na segunda-feira (3).

“A bolsa venceu em outubro, e deveria ter sido renovada pelo governo. Mas o processo está parado no Gabinete Civil até agora, e se não for enviado logo para votação na Assembleia Legislativa, pode demorar ainda mais, por causa do recesso parlamentar do fim de ano”, argumentou o presidente do Sindapen.

Atualmente, o salário inicial dos agentes é de R$ 3.800. Além disso, eles recebiam a chamada Bolsa Qualificação, que tem como objetivo aprimorar os servidores penitenciários tendo em vista o alto grau de complexidade das ações executadas.

Com o vencimento da bolsa, a renovação deveria ter sido feita pelo governo, o que, segundo os agentes penitenciários, não aconteceu.

 

Fonte: G1/ AL