Agente penitenciário morre após ser esfaqueado dentro do Compaj, em Manaus

Em nota, a empresa Umanizzare lamentou a morte do agente e reafirmou que a situação dentro do presídio foi controlada.

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O agente penitenciário Alexandro Rogrigues Galvão, de 36 anos, foi morto, no início da tarde deste sábado, após ser atacado por detentos dentro do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), situado no km 8 da BR-174 (Manaus – Boa Vista). Ele foi golpeado por golpes de uma faca artesanal em um princípio de rebelião de detentos. A Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) assegura que a situação está controlada dentro do presídio.

Alexandro foi esfaqueado por detentos do Pavilhão 3 do Compaj, do regime fechado. Há quase dois anos, o Compaj foi palco do maior massacre do sistema prisional do Amazonas. O titular da Seap, Coronel Cleitman Coelho descartou, apesar da fatalidade, uma situação “sem controle” dentro do presídio.

“Isso foi uma ação pontual. Não consideramos como uma rebelião. Uma ação contra um agente que foi a óbito. Ele foi atingido por uma faca artesanal e agora nós estamos apurando as possíveis causas disso. Vamos analisar as câmeras de segurança e os culpados serão identificados e indiciados, o mais rápido possível, por homicídio”.

O agente levou vários golpes de uma faca artesanal e foi encaminhado ao Hospital e Pronto Socorro Delphina Rinaldi Abdel Aziz, na Zona Norte de Manaus. Ele faleceu. Um dos golpes foi no pescoço.

Ainda de acordo com o secretário de administração, a “revolta” dos detentos foi despertada após a notificação de que visitantes estavam sendo detectados na tentativa de entrar com drogas no presídio.

“A revolta começou porque hoje [este sábado] muitas pessoas estavam tentando entrar com drogas escondidas no presídio. E a gente conseguiu fazer a identificação e proibir essa entrada. Eles ficaram sabendo e se revoltaram. Foi o que iniciou. Por enquanto, essas são as informações que temos”, completou Cleitman.

Visitantes dentro do presídio

No momento da ação, mais de 100 visitantes já estavam dentro do presídio. Sábado é dia de visitas nas instituições do Amazonas. Outro grupo, que tentava entrar para visitar detentos passou por pânico quando foi “expulso” por agentes que foram acionados no momento da ocorrência.

Uma visitante que estava do lado de fora do Compaj e não quis se identificar, relatou o momento de tensão na entrada da penitenciária quando a alteração foi iniciada.

“Ouvimos gritos e os agentes saíram expulsando todos nós dizendo que “os vagabundos mataram um colega nosso”. Chutaram e empurraram idosos, as mulheres e todos que estavam lá. Foi uma correria e muita gente se machucou. Ainda tem gente lá dentro que não saiu”, disse uma visitante que prefere não ser identificada.

Posicionamento da gestão prisional

Em nota, a empresa Umanizzare lamentou a morte do agente e reafirmou que a situação dentro do presídio foi controlada.

“A Umanizzare ressalta ainda que o ato foi isolado e que a unidade prisional está sob controle e, neste momento com reforço policial. A empresa acrescenta, também, que irá colaborar com todo o processo de averiguação feito pela Secretaria de Segurança e pela polícia”.

 

Fonte: G1